A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) declarou a eliminação do tétano materno e neonatal (TMN) nas Américas. A vacinação, aliada aos cuidados de higiene durante o parto e o pós parto, foi fundamental para a região alcançar esse objetivo. O Brasil eliminou o TMN enquanto problema de saúde pública em 2003. Um dos principais fatores que colaboraram para a redução de casos no país foi a adoção de medidas simples de prevenção, como a aplicação de vacinas.
Com a vacinação e informações qualificadas no pré-natal, conseguimos eliminar o tétano neonatal. A vacina protege a mãe e o bebê mas, além disso, é preciso ter um cuidado com a limpeza do umbigo .
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, para gestantes, duas vacinas contra tétano. A dupla-adulto, que protege contra difteria e tétano, tem o esquema vacinal de três doses, de acordo com o histórico de proteção. Já a dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) deve ser administrada a cada nova gestação, a partir da 20ª semana de gravidez. Além disso, o SUS oferta para gestantes a vacina contra hepatite B.
A eliminação do tétano materno e neonatal comprova mais uma vez que as vacinas salvam a vida de incontáveis mães e bebês. O último país a declarar a eliminação da doença na região foi o Haiti.
O tétano materno e neonatal é a sexta doença eliminada nas Américas por conta da vacinação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou que as Américas eliminaram a varíola, a poliomielite, a rubéola e a síndrome da rubéola congênita. No ano passado, o sarampo também entrou para lista de patologias que podem ser prevenidas com imunização eliminadas no continente americano.
Pré-natal
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, a doença matou cerca de 34 mil recém-nascidos em todo o mundo, uma redução de 96% em relação ao ano de 1998, quando 787 mil crianças morreram por causa da infecção em seu primeiro mês de vida. O Brasil registrou a última morte pela doença em 2012. Para que a doença não volte a circular no País, o Ministério da Saúde investe na prevenção, com a realização do pré-natal.
Aqui no Brasil, em média, as mulheres fazem quatro ou mais consultas durante a gravidez, o que ajudou na eliminação. Com visitas frequentes ao posto de saúde, é possível monitorar o crescimento da barriga e as alterações de pressão da gestante, atualizar a situação vacinal, entre outras medidas que asseguram uma gravidez saudável.
Cuidados com o coto Umbilical
O tétano neonatal pode ocorrer por quatro motivos: infecção do coto umbilical não cicatrizado do recém-nascido pela bactéria C. tetani, sobretudo quando o instrumento usado para cortar o cordão umbilical não está esterilizado; nascimento do bebê sobre uma superfície contaminada; falta de higiene das mãos da pessoa que realiza o parto; ou por alguns hábitos culturais de cuidados com o coto umbilical contribuem para os casos de tétano.
Antigamente, tinha-se a prática de colocar pó de fumo, pó de café, pena de galinha preta, ervas secas, entre outras práticas para curar o umbigo do bebê. Esse tratamento é que levava ao tétano. Por isso, são importantes as informações do pré-natal.
As infecções são evitadas com a adoção de boas práticas de higiene durante o parto e os cuidados pós-parto, além disso, a imunização das gestantes.