A cada 36 minutos, um homem morre no Brasil vítima de câncer de próstata. Chamar a atenção para a necessidade de diagnosticar precocemente esse tipo de câncer, que é o segundo mais comum entre os homens brasileiros, é um dos objetivos da campanha Novembro Azul, realizada pela organização não governamental (ONG) Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O mais comum é o câncer de pele não melanoma.

De acordo com a SBU, 20% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados da doença, o que faz com que a taxa de mortalidade chegue a 25% dos pacientes. O principal motivo para as altas taxas é o preconceito dos homens em fazer o exame de toque retal, fundamental para descobrir a doença.

Temos dois exames que devem ser realizados de maneira concomitante, que é o exame do toque, e a realização do exame de sangue, que é o PSA. Esses dois exames, quando associados, dão uma segurança de mais de 90% em fazer um diagnóstico precoce da doença. Infelizmente, esse preconceito ainda existe. É lógico que ele está se tornando cada vez menor, graças ao trabalho de informação, mas ainda temos muitos homens que se recusam a fazer essa avaliação por conta do preconceito em relação ao exame de toque.

De acordo com a SBU, a hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. Homens negros têm até 60% mais chances de ter a doença. A indicação é que os homens procurem um médico especializado para monitorar sua saúde e detectar a doença a partir dos 50 anos. Negros ou aqueles com parentes em primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos.