Anualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra a gripe para os grupos prioritários, mas nem sempre a adesão atinge a meta esperada. Em 2021, 72% do público-alvo foi vacinado, quando o objetivo era 90%. Muitas pessoas enxergam a gripe como um simples resfriado – que causa sintomas muito semelhantes, de fato, mas tende a ser mais leve. Contudo, a doença pode evoluir de forma perigosa em pessoas mais vulneráveis, como os idosos e os bebês.

Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza e mal-estar. Na maioria dos casos, o quadro melhora dentro de poucos dias. Quando a doença se agrava, no entanto, pode causar complicações como pneumonia e, em casos extremos, levar à morte. Por isso, a vacinação é tão importante – previne óbitos, complicações e ajuda a não sobrecarregar os serviços de saúde, que tendem a ficar sobrecarregados nas estações mais frias.

Mas quem já se vacinou no passado precisa tomar a vacina novamente? Com certeza. Os vírus podem sofrer mutações ao longo do ano e é necessário que sejam feitas vacinas atualizadas de acordo com essas mutações. Ou seja, a vacina tomada no ano passado não protege contra as novas cepas. Além disso, a proteção fornecida pela vacina cai de maneira progressiva seis meses após a aplicação.

Além da imunização, é muito importante manter medidas para prevenção da gripe, covid-19 e resfriados, que normalmente aumentam no outono e no inverno. Os principais cuidados são: higienizar as mãos com frequência utilizando água e sabão ou álcool gel, dar preferência para ambientes ventilados (lugares abertos ou com janelas abertas, por exemplo), cobrir a boca ao tossir ou espirrar e usar máscara de proteção.

O uso de máscara é indicado para evitar infecções pela covid-19, mas nós sabemos que acaba protegendo de outras infecções respiratórias, como a influenza, porque é também uma doença de transmissão respiratória.

Não é mais obrigatório utilizar máscara para prevenção da covid-19 na maioria dos estados brasileiros (com algumas exceções, em geral, como transporte público e serviços de saúde). Vale lembrar que a transmissão é muito mais frequente em lugares fechados e com aglomeração de pessoas. Portanto, vale avaliar o risco de cada situação.

Com informações: Sociedade Brasileira de Infectologia