É considerado edema pulmonar o acúmulo de líquido nos alvéolos e interstícios pulmonares, condição que afeta diretamente o processo de oxigenação do sangue. Na maior parte das vezes, ele surge como consequência do extravasamento dos fluidos contidos nos vasos capilares, fluido que se deposita nos interstícios pulmonares (espaço entre os alvéolos) onde se dá a troca gasosa, dificultando a respiração.

Insuficiência cardíaca é a principal causa do edema pulmonar. Ela se instala especialmente, quando o comprometimento afeta o lado esquerdo do coração, área responsável pelo bombeamento do sangue arterial vindo dos pulmões para irrigar todo o organismo.

Essa perda de função cardíaca favorece o acúmulo de sangue nos vasos capilares dos pulmões e, consequentemente, o aumento da pressão sanguínea dentro deles, eventos que facilitam o extravasamento de líquidos e sua retenção no tecido pulmonar.

Sinais e sintomas do edema pulmonar podem variar de acordo com a causa do distúrbio. De qualquer modo, em maior ou menor grau, a falta de ar é o sintoma predominante, já que a presença de líquido nos alvéolos e interstícios pulmonares exige maior esforço para respirar e dificulta a oxigenação do sangue.

Dada a gravidade que a doença pode representar, num primeiro momento, o diagnóstico do edema pulmonar é essencialmente clínico, baseado no exame físico, nos sinais e sintomas apresentados e, na medida do possível, no levantamento do histórico do paciente.

Vencida essa primeira etapa de atendimento, o médico certamente irá solicitar exames, sejam laboratoriais ou de imagem, a fim de confirmar o diagnóstico, identificar as causas específicas da doença e orientar o tratamento. Esse é o caso de alguns exames de sangue – dosagem de sódio e potássio e dos marcadores de função renal – e dos exames de raios X e tomografia de tórax, importantes também para estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças, e da oximetria de pulso, que avalia a quantidade de oxigênio presente na corrente sanguínea.

Por sua vez, tanto o eletrocardiograma e o ecocardiograma, quanto a ultrassonografia dos pulmões, já demonstraram ser recursos úteis para diagnóstico e tratamento do edema pulmonar.

A única maneira de prevenir o edema pulmonar, é promover mudanças no estilo de vida que permitam evitar os fatores de risco e que possam induzir recidivas da doença. Para tanto, é fundamental:

praticar atividade física com regularidade;

manter sob controle a pressão arterial, os níveis de glicose, colesterol e triglicérides no sangue, bem como o peso corpóreo;

dar preferência uma dieta saudável, equilibrada e com baixo teor de sal;

ficar distante do cigarro e do álcool;

tratar as doenças de base que possam favorecer a formação de novos edemas pulmonares.

Fonte:

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/edema-pulmonar/