O verão está chegando e com ele os dias com altas temperaturas, a produção de suor é constante nesses dias. No entanto, quando essa produção independe de estímulos externos e é além do necessário para a regulação da temperatura do organismo, pode ser sinal de hiperidrose, uma doença que atinge certa de 10% dos brasileiros. A hiperidrose torna-se um distúrbio quando é acompanhada por fobia social e consequente comprometimento na qualidade de vida do indivíduo.

Quando o suor é exagerado, localizado, relacionado ao estresse emocional e não ocorre durante o sono, é muito importante que se procure um especialista, já que a doença não possui exames que a identifiquem. A consulta médica é fundamental, devemos ter cuidado quanto ao diagnóstico dessa patologia, pois ela pode ser facilmente confundida com doenças como hipertireoidismo, obesidade e doenças da hipófise.

O tratamento é variável de acordo com o grau de comprometimento da convivência interpessoal do paciente, do local de maior intensidade da sudorese e a disposição de se submeter a tratamentos cirúrgicos. A aplicação de medicamentos de uso externo ou toxina botulínica, na região de maior produção do suor, e ingestão de remédios via oral ajudam a reduzir a liberação.

Já os procedimentos cirúrgicos são indicados, principalmente, nos pacientes com hiperidrose palmar e axilar, que não tem boa resposta às outras formas de tratamento ou que escolham a cirurgia como primeira opção. A cirurgia é feita por videolaparoscopia, procedimento minimamente invasivo, que auxilia na recuperação do paciente.

Fonte: Blog São Luiz