Nos últimos 20 anos, com a evolução dos exames de diagnóstico de alterações na tireóide, o número de casos da doença tratado cirurgicamente aumentou significativamente. Atualmente é possível identificar problemas nessa glândula através de ultrassonografias, punções, exames citológicos e de imagem e assim determinar mais rápido o tratamento mais adequado. 

A tireóide é uma glândula localizada na parte inferior do pescoço, responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). A glândula age em função de órgãos importantes como coração, cérebro, fígado e rins. Seu funcionamento pode interferir no crescimento e no desenvolvimento, na regulação de ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, no humor e uma vez não funcionando corretamente, liberará hormônios em excesso, levando ao hipertiroidismo, ou em escassez, que acarreta o hipotireoidismo.

Existem evidências de que algumas famílias têm maior propensão a ter problemas de tireóide. Portanto, filhos de pais que apresentaram problemas devem ficar atentos, bem como irmãos consangüíneos.

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A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) comprova que dentre a população que apresenta problemas na tireóide, cerca de 10% são mulheres acima de 40 anos enquanto 20% possuem mais de 60 anos. Mas, independentemente do sexo e da idade, todas as pessoas estão sujeitas a alterações nesta glândula.

Uma das disfunções mais freqüentes da tireóide,é a presença de nódulos. De acordo com a SBEM, aproximadamente 60% da população do Brasil apresentam esse tipo de alteração, porém somente 5% têm tumores malignos. Uma vez diagnosticado, o nódulo é analisado para que seja determinado o tratamento.