Na próxima segunda-feira, 10 de março, começa em todo o país, a vacinação contra o papiloma vírus humano, popularmente conhecido por HPV, que é considerado o principal causador do câncer de colo de útero, que segundo o Instituto Nacional do Câncer ( INCA) é a terceira neoplasia maligna mais comum em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele e do de mama. No Brasil, ainda são registrados mais de 19,2 mil casos da doença a cada ano.

E importante ressaltar que a infecção pelo HPV é a doença de transmissão sexual mais comum atualmente, afetando 50% das pessoas sexualmente ativas, na maioria das vezes de forma assintomática.

Receberão a vacina contra o HPV, meninas de 11 a 13 anos. Elas serão imunizadas em três momentos diferentes, sendo a segunda dose aplicada seis meses após a primeira, e a terceira deve acontecer cinco anos após a primeira vacinação. Ano que vem a vacina passa a ser oferecida para meninas de 9 a 11 anos. Esse sistema de dosagem espaçada é recomendado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e atualmente é utilizado por Canadá, Suíça, México e Colômbia.

A vacinação terá como finalidade prevenir contra o câncer de colo de útero de 80% das 5,2 milhões de meninas que foram público-alvo da campanha. Em Minas Gerais, aproximadamente 480 mil adolescentes devem ser imunizadas contra o HPV.

È importante informar que a vacina contra o HPV evita a infecção por 2 tipos de vírus cancerígenos, responsáveis por 70% de todos os tipos de câncer de colo de útero. A vacina é aproximadamente 99% eficaz contra câncer de colo de útero e outras lesões genitais. A vacina não trata infecções pré-existentes pelo HPV ou suas complicações.
Vale lembrar que meninas que estejam com febre, grávidas, que tenham alergia a alumínio, que tenham usado drogas e corticoide em altas doses por período superior a 14 dias e que tenham alterações de coagulação não devem receber a vacina.

Os estudos de desenvolvimento clínico não demonstraram efeitos colaterais graves. Os mais frequentes são os seguintes: dor no local da injeção e febre baixa (10% dos casos).