A obesidade é uma doença crônica que tem apresentado aumento em todo o mundo. No Brasil, isso não é diferente, estamos mais “gordinhos”. De acordo com dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o excesso de peso passou nos homens de 18,5% em 1974 para 50,1% em 2009 e, nas mulheres, de 28,7% para 48%, nesses mesmos anos. Já a obesidade, nesse período, nos homens passou de 2,8% para 12,4% e nas mulheres de 8% para 16,9%.
O aumento do peso, principalmente da gordura visceral, aquela gordura que fica entre os órgãos abdominais, e aumento de níveis de açúcar no sangue levam a um maior risco de câncer. Esse risco aumentado vale tanto para o primeiro câncer como também para uma maior chance de ter um segundo câncer. Por isso, a redução da gordura visceral é importante tanto para quem nunca teve essa doença, como também para quem teve.
Aproximadamente 7000 estudos científicos associam a obesidade e o sobrepeso aos seguintes tipos de câncer: adenocarcinoma de esôfago; de cólon e reto; de rim; de pâncreas; de endométrio e de mama (principalmente, no período pós-menopausa).
Além da perda de peso, a prática de atividade física regular e uma alimentação mais saudável reduzem o risco. Já do ponto de vista alimentar, temos as seguintes dicas:
REDUZA GORDURA CORPORAL: seja o mais magro possível dentro dos limites normais de peso corporal. O índice de massa corporal (IMC) do adulto deve ser entre 21 e 23k/m2.
FAÇA ATIVIDADE FÍSICA: mantenha-se fisicamente ativo como parte da rotina diária. Recomenda-se uma caminhada acelerada por, no mínimo, 30 minutos diariamente.
EVITE ALIMENTOS E BEBIDAS QUE PROMOVEM O GANHO DE PESO: limite o consumo de alimentos altamente calóricos (frituras, alimentos industrializados e muito gordurosos) e evite o consumo de bebidas açucaradas (refrigerantes e sucos artificiais)
COMA MAIS ALIMENTOS DE ORIGEM VEGETAL: consuma principalmente alimentos de origem vegetal. Ingerir pelo menos cinco porções de hortaliças e frutas variadas todos os dias; cereais (grãos) pouco processados e/ou leguminosas em todas as refeições. Limite alimentos processados (refinados), preferindo pães, massas e biscoitos integrais.
COMA MENOS ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: limite o consumo de carne vermelha (não deve ultrapassar 300g/semana), dando preferência ao consumo de peixe e frango. Evite o consumo de carnes processadas como frios, embutidos e carnes defumadas.
CONSUMA MENOS BEBIDAS ALCOÓLICAS: o consumo deve ser limitado a não mais de dois drinques por dia para homens e a um drinque por dia para mulheres.
REDUZA O SAL: evite alimentos salgados ou preservados em sal como enlatados, salgadinhos e carnes secas.
SUPLEMENTOS ALIMENTARES APENAS SE NECESSÁRIO: tenha como objetivos atender suas necessidades nutricionais apenas com a alimentação. Por isso, coma de forma variada e colorida, evite alimentos industrializados e preconizando o consumo de frutas, hortaliças e cereais integrais, pois contêm nutrientes, tais como vitaminas, minerais, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destroem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com frequência.
AMAMENTE: aleitamento materno exclusivo recomendado por 06 meses.
CURADOS DO CÂNCER: sigam as recomendações gerais de prevenção de câncer. Todos os sobreviventes de câncer devem receber assistência nutricional de um profissional apropriadamente treinado para ter uma alimentação saudável, manutenção do peso e estímulo a prática de atividade física.
Fonte: Blog Einstein