O Ebola é uma febre grave do tipo hemorrágica transmitida por um vírus do gênero Filovirus,altamente infeccioso, que desenvolve seu ciclo em animais. Há cinco espécies diferentes desse vírus, que recebem o nome dos locais onde foram identificados: Zaire, Bundibugyo, Costa do Marfim, Sudão e Reston. Este último não foi identificado em humanos.

A doença é classificada como uma zoonose. Embora os morcegos frutívoros sejam considerados os prováveis reservatórios naturais do vírus ebola, ele já foi encontrado em gorilas, chimpanzés, antílopes e porcos.

Se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, dependendo do tipo do vírus, causando pânico nas populações infectadas. No início, os sintomas não são específicos, o que dificulta o diagnóstico.

A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, dor de cabeça muito forte, fraqueza muscular, dor de garganta e nas articulações, calafrios são os primeiros sinais da doença que aparecem de forma abrupta depois de cinco a dez dias do início da infecção pelo vírus ebola.

Com o agravamento do quadro, outros sintomas aparecem: náuseas, vômitos e diarreia (com sangue), garganta inflamada, erupção cutânea, olhos vermelhos, tosse, dor no peito e no estômago, insuficiência renal e hepática, hemorragia interna, sangramento pelos olhos, ouvidos, nariz e reto. Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus.

Uma das dificuldades para estabelecer o diagnóstico precoce da doença provocada pelo vírus Ebola é que, no início, os sintomas podem ser confundidos com os de enfermidades como gripe, dengue hemorrágica, febre tifoide e malária. O levantamento da história do paciente, se esteve exposto a situações de risco e o resultado de testes sorológicos (Elisa IgM, PCR) e o isolamento viral são fundamentais para determinar a causa e o agente da infecção.

Não existe tratamento específico para combater o vírus Ebola, que infecta adultos e crianças sem distinção. Não existe também uma vacina contra a doença, mas já foi testada uma fórmula em macacos, morcegos e porcos-espinhos que mostrou resultados positivos nesses animais.

O único recurso terapêutico contra a infecção causada pelo ebola é oferecer medidas de suporte, como reposição de fluidos e eletrólitos, hidratação, controle da pressão arterial e dos níveis de oxigenação do sangue, além do tratamento das complicações infecciosas que possam surgir. Ainda não há tratamento ou vacina específicos para o Ebola.

As seguintes medidas são fundamentais para evitar o contato com o vírus ebola, como forma de prevenir a infecção e evitar a disseminação da doença:
• Lave as mãos com frequência com água e sabão. Se não for possível, esfregue-as com álcool gel;
• Procure não frequentar lugares que facilitem a exposição ao vírus Ebola;
• Evite contato com pessoas infectadas. Quanto mais avançada a doença, maior a concentração de vírus e mais fácil o contágio;
• Use vestimentas de proteção, como macacões e botas de borracha, aventais, luvas e máscaras descartáveis e protetores oculares, sempre que tiver de lidar com os pacientes;
• Sob nenhum pretexto reutilize agulhas e seringas. Instrumentos médicos metálicos que serão reaproveitados devem ser esterilizados;
• Lave bem as frutas e verduras e só coma alimentos de procedência conhecida;
• Lembre que o corpo continua oferecendo risco de contágio mesmo depois da morte da pessoa infectada pelo ebola.

Riscos de Ebola no Brasil
O Brasil já está em alerta desde março de 2014. A possibilidade de o Brasil vir a ser, de fato, alcançado por esse surto depende da segunda etapa da epidemia. A primeira etapa é alguém estar na zona de risco, ter contato com o reservatório e trazer para o contato humano. A segunda é a transmissão entre humanos, a partir de secreções ou gotículas. É nessa etapa que corremos o risco teórico.

Surtos de Ebola
A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.

Primeiramente, o vírus Ebola foi associado a um surto de 318 casos de uma doença hemorrágica no Zaire (hoje República Democrática do Congo), em 1976. Dos 318 casos, 280 pessoas morreram rapidamente. No mesmo ano, 284 pessoas no Sudão também foram infectadas com o vírus e 156 morreram.

Surtos de ebola atingiram países da África em 1995, 2000, 2007, mas foram controlados. O surto de 2014 atinge Guiné, Serra Leoa e Libéria e já há casos confirmados na Nigéria. A OMS (Organização Mundial da Saúde) determinou estado de “emergência sanitária mundial” com o objetivo de conter o vírus e barrar surto de ebola, o maior de que se tem conhecimento até agora.

A febre hemorrágica provocada pelo vírus Ebola já matou 3.865 pessoas de 8.033 casos detectados em 5 países do oeste da África (Serra Leoa, Guiné, Libéria, Nigéria e Senegal), segundo o último balanço da OMS, realizado no último dia 5.

Com informações OMS e Ministério da Saúde