Dúvidas sobre os efeitos da cirurgia bariátrica persistem no imaginário de pacientes que querem, e precisam, se livrar da obesidade. São mitos sobre benefícios exagerados e possíveis consequências desfavoráveis que, devido à falta de orientação médica, podem causar insegurança na decisão de emagrecer por meio de intervenção cirúrgica.

Para esclarecer o assunto, confira três informações que o paciente precisa ter antes de optar pela cirurgia bariátrica como tratamento ideal para fazer as pazes com a balança.

1. Diagnosticar a obesidade com orientação médica:
A obesidade é uma doença crônica, multifatorial e progressiva, que precisa ser controlada e não deve ser tratada como falha de comportamento. O portador dessa doença tem de ser curado. Não tem de sofrer preconceito. E apenas com auxílio médico ele pode descobrir se é portador de obesidade. Caso o quadro seja confirmado, o paciente precisa assumir que está doente e que o tratamento é necessário. Esse é o primeiro passo para tratar a obesidade.

2. Exercer sua autonomia:
O paciente diagnosticado com obesidade deve escolher como irá emagrecer. Uma opção é o tratamento clínico, com nutricionista e endocrinologista, focado geralmente na motivação e na mudança de comportamento.

Outra opção igualmente importante é a cirurgia bariátrica. A proposta da cirurgia é que seja uma ferramenta eficiente para o controle desta doença, antecipando a sensação de saciedade após as refeições. O paciente que escolhe passar por essa cirurgia melhorará seu grau de nutrição, se seguir corretamente as orientações médicas. O paciente não precisa ter sofrido sequelas graves ou distúrbios metabólicos, como o diabetes e a hipertensão, para optar pela operação. O ideal é que ele não chegue neste ponto.

O Índice de Massa Corporal (IMC) do paciente não é o único indicador a ser considerado na recomendação de uma cirurgia bariátrica. Com os avanços tecnológicos a favor da cirurgia bariátrica, os critérios antigos estão sendo reavaliados. A indicação deve ser feita caso a caso, considerando também fatores metabólicos e genéticos, por exemplo.

É importante que o paciente conheça todas as opções de tratamento e indicações médicas. Assim, com segurança e motivação, ele poderá escolher como será tratado.

Com informações: Blog São Luiz