Muitas mulheres reclamam da dor provocada pela mamografia ou até deixam de fazer o exame para evitar o incômodo. Essa realidade é comprovada por mastologistas e radiologistas que lutam para desmistificar o mito negativo dos que pregam erroneamente contra o exame e confundem, assim, a população.
Atualmente, mais de 12 mil mulheres morrem por ano no Brasil em decorrência da doença, o que representa 2,5% das mortes femininas no país. A maioria morre por falta de informação, já que poderia ter diagnosticado precocemente o tumor com o exame de mamografia, aumentando assim as chances de cura, que para este tipo de câncer pode chegar a 95%. São mais de 60 mil novos casos a cada ano. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances de cura. E sem sombra de dúvidas, a mamografia é o caminho melhor e mais seguro.
Para efetivar o atendimento e prevenir o câncer de mama as mulheres precisam desfazer mitos que as afastam da mamografia. Por exemplo, o medo de encarar um possível diagnóstico, a falsa ideia de que o exame é doloroso e até questões culturais, como vergonha do médico ou ciúmes do marido.
A capacidade de detecção do câncer em fase inicial também é maior se a mulher realizar a mamografia. Um dos mitos em torno da realização do exame é que a compressão do tecido mamário pode causar a disseminação do câncer pelo corpo, porém, vale afirmar que não existem estudos clínicos ou laboratoriais que comprovam isso. O deslocamento mecânico das células não leva ao desenvolvimento de novos focos tumorais. Outa questão falsa é sobre o risco do surgimento do câncer de mama a partir da exposição anual à radiação, o que, estudos já comprovaram ser desprezível esse impacto.
Comprovadamente, a mamografia ajuda a salvar vidas. Estudo publicado recentemente pelo British Journal of Cancer, estimando que com o exame é possível evitar 1.121 mortes a cada 100 mil mulheres, entre 50 a 74 anos, rastreadas. Um problema a ser combatido é sobre o câncer de mama que surge no intervalo entre os exames de mamografia, chamado de carcinoma de intervalo. Para a solução, programas de rastreamento já reduziram o intervalo entre os exames de mamografia. Para as pacientes de alto risco, outros métodos de diagnósticos foram introduzidos para reduzir o câncer de intervalo.