A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, mas que também pode acometer as articulações (artrite psoriásica). Caracteriza-se como uma doença cíclica (aparece e desaparece periodicamente) de causa desconhecida e multifatorial, envolvendo a resposta imunológica da nossa pele. Em pacientes predispostos à essa doença, pode-se observar alguns fatores desencadeantes como: infecções, uso de medicamentos e estresse emocional.
Os principais fatores de risco para a psoríase são:
Histórico familiar (30 a 40% dos pacientes com psoríase têm parentes com a doença);
Estresse, em função da provável desregulação do sistema imune;
Obesidade, devido às alterações inflamatórias comuns da obesidade;
Tempo frio, pois a pele tende a ficar ressecada;
Os sinais e sintomas da psoríase costumam variar muito entre os pacientes que apresentam tal condição, mas geralmente apresentam lesões de pele que podem acometer qualquer região do corpo, mas há uma maior incidência nas regiões dos cotovelos, dos joelhos e do couro cabeludo.
Apresentam as seguintes características:
Manchas ou placas avermelhadas com escamas secas e esbranquiçadas;
Pele ressecada;
Coceira;
Queimação;
Dor local;
Muito embora façamos referência à psoríase como uma doença única, vale lembrar que ela é subdividida em alguns subtipos, sendo elas:
Psoríase em placas (ou vulgar): forma clássica da doença;
Psoríase ungueal (unha): pode alterar espessura, cor e a forma da unha;
Psoríase do couro cabeludo: aspecto semelhante à caspa;
Psoríase gutata (em gotas): lesões espalhadas, associadas às infecções bacterianas;
Psoríase invertida: em áreas úmidas como axilas, virilhas, abaixo dos seios e genitais;
Psoríase pustulosa: apresenta manchas, bolhas ou pústulas (bolha com pus);
Psoríase eritrodérmica: vermelhidão acompanhada de descamação;
Psoríase artropática: acometimento das articulações.
Apesar de muitas pessoas associarem as escamas esbranquiçadas como o responsável por um possível contágio da doença, destaca-se o fato de que a psoríase não é uma doença contagiosa e que não há qualquer comprovação de identificação de um possível agente infeccioso nessas escamas presentes nas lesões psoriásicas.
Os portadores da psoríase não oferecem nenhum risco de contágio às pessoas ao seu redor, podendo frequentar piscinas e praias, até mesmo se houver contato direto com as lesões. Sendo assim, é de extrema importância que os indivíduos com essa doença sejam inseridos normalmente às atividades cotidianas, evitando assim futuros prejuízos à sua saúde mental.
Uma vez que a causa ainda permanece desconhecida, os cuidados quanto à prevenção consistem basicamente em controlar os fatores de risco conhecidos, mantendo um estilo de vida saudável. Assim, deve-se evitar as situações de estresse, manter uma alimentação regrada, diminuindo os riscos à obesidade, e reduzir a exposição ao frio para evitar o ressecamento da pele.
O tratamento da psoríase é variável e depende de alguns fatores como: tipo de lesão, região acometida, extensão acometida e grau de acometimento.
Em casos leves, geralmente o uso de medicamentos tópicos (pomadas, cremes) associados a exposição solar e ao uso de hidratantes já é suficiente para a regressão da doença. Já nos quadros mais graves, utilizam-se os medicamentos sistêmicos (comprimidos por via oral), injetáveis (imunobiológicos) e a fototerapia (exposição à luz ultravioleta em câmaras artificiais).
Ainda que a resposta terapêutica seja muito eficiente no tratamento da psoríase (desde que feita corretamente conforme prescrição médica), atualmente ainda não há uma cura para a doença. O tratamento atual é eficaz no controle da atividade da doença e é capaz de reduzi-la até que ela fique minimamente perceptível, mas isso varia para cada paciente. Sendo assim, uma vez diagnosticado, o paciente deve fazer o acompanhamento com um dermatologista por toda a vida, com frequência variável de acordo com o perfil de atividade da doença.
Com informações: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Rio de Janeiro (RJ), Brasil.