Com a chegada do Outubro Rosa, o câncer de mama volta ao centro das atenções. E os dados preocupam: 60 mil novos casos todos os anos apenas no Brasil. Entre mulheres, é o mais comum no mundo e segundo mais comum no Brasil e representa cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres. Mas um diagnóstico de câncer de mama não é o fim. Diagnosticado precocemente, as chances de cura são de 95%.
Essa doença é relativamente rara antes dos 35 anos. Acima dessa idade, os casos crescem progressivamente e tem um aumento drástico após os 50 anos. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros são mais lentos. A maioria tem um bom prognóstico, o que ajuda no processo de cura.
Para ajudar na conscientização, a campanha Outubro Rosa busca, todos os anos, atingir os mais diversos meios para uma divulgação eficiente. O problema é que, mesmo com grande visibilidade, a campanha ainda não é eficaz.
Mesmo a mamografia sendo essencial a partir dos 40 anos, 3,8 milhões de mulheres entre 50 e 69 anos nunca fizeram o exame, segundo dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde). Isso é um número muito alto. Uma das intenções da campanha é aumentar o número de mulheres que buscam pela mamografia, além de visitar o médico ginecologista anualmente como maior forma de detecção precoce e assertiva, o que torna-se também uma forma de prevenção secundária.
Alguns outros exames também são necessário quando é encontrado um nódulo na região mamária:
Biópsia: para análise do nódulo;
Ultrassonografia de mama: quando não é possível distinguir o cisto do nódulo;
Ressonância Magnética: é o exame que transforma o resultado em imagens.
PREVENÇÃO
É difícil falar de prevenção quando se trata de uma doença como o câncer. É uma doença que pode surgir do nada, mesmo levando em conta todas as possibilidades de se prevenir. Mas, para diminuir a chance do desenvolvimento de um câncer mamário, alguns cuidados na fase fértil e na menopausa devem ser tomados:
Boa alimentação: evitar gordura animal e privilegiar verduras que contenham princípios antiproliferativos, como brócolis e repolho;
Fazer exercícios físicos regularmente;
Evitar fumar e bebidas alcoólicas;
Amamentar os filhos por um longo período;
Mulheres na menopausa devem realizar a reposição hormonal sob orientação e acompanhamento do seu médico.
Mulheres com histórico significativo de câncer de mama na família podem realizar um teste para análise de mutações genéticas que predispõe a doença. Caso o risco de desenvolvimento do câncer de mama seja muito alto, é possível considerar em casos raros a mastectomia profilática, que é a remoção da mama antes do aparecimento da doença.
SINTOMAS
Segundo o Ministério da Saúde, o sintoma mais comum ainda é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, porém duro e irregular. Mas não é uma certeza. Alguns nódulos são brandos e definidos.
Alguns outros sintomas:
Edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja;
Retração cutânea;
Dor; Inversão do mamilo;
Assimetria nas mamas;
Hiperemia;
Descamação ou ulceração do mamilo;
Secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.
Esses são sinais que devem ser investigados e merecem atenção da mulher. Nada impede que tais sintomas estejam relacionados a qualquer outra doença benigna. Porém, a atenção feminina em relação ao corpo é extremamente necessária.
TRATAMENTO
Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde), o tratamento do câncer de mama pode variar muito dependendo do tipo do nódulo. As formas mais comuns são:
Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.
Radioterapia: é um tratamento no qual se utilizam radiações ionizantes (raio X, por exemplo) para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros tratamentos.
Hormonoterapia: a maioria dos tipos de terapia hormonal diminui os níveis de estrogênio ou impede o estrogênio de atuar sobre as células cancerígenas da mama. Esse medicamento bloqueia os receptores de estrogênio nas células do câncer de mama. Cirurgia parcial: retirada apenas do tumor, quando há a possibilidade.
Mastectomia: procedimento cirúrgico para a remoção de uma ou ambas as mamas.