Apesar de estarem relacionados, algumas pessoas ainda pensam que medo e fobia são a mesma coisa, sendo que, na verdade, o medo corresponde a uma sensação, e a fobia é um pânico gerado por um medo desproporcional. Preparamos esse conteúdo para explicar como eles agem e quais são suas diferenças.
O medo é um sentimento universal, uma sensação de que você corre algum tipo de perigo ou de que algo ruim pode acontecer e, em algumas situações, inclui sintomas físicos desagradáveis.
Quando o medo é desproporcional à ameaça e a pessoa passa a evitar alguma ocasião específica, então passa a ser uma fobia. Trata-se de uma situação que altera a rotina da pessoa, fazendo com que ela se isole progressivamente e evite ocasiões básicas do dia a dia com medo de ter o mesmo transtorno.
Quais são os principais tipos de fobia?
A fobia se resume em três grandes grupos: agorafobia, a fobia social e fobias específicas:
Agorafobia
Essa fobia, que atinge mais de 150 mil brasileiros, corresponde ao medo de lugares ou situações que podem ser difíceis de escapar ou não ter alguém que possa ajudar a sair delas, como estar preso em uma fila ou no meio da multidão, sair desacompanhado de casa ou viajar sozinho.
Fobia social
Já essa fobia corresponde a um medo persistente de situações sociais, o receio de ser julgado ou de passar algum constrangimento perante a outras pessoas. Ela está ligada a momentos do cotidiano como encontros em grupo, escrever na frente de alguém ou conversar com uma figura de autoridade.
Fobias específicas
As fobias específicas são as mais comuns e ocorrem quando temos um medo muito acentuado e persistente de alguma coisa e geralmente reconhecemos que é exagerado. Entre elas podemos citar:
Aracnofobia: medo de aranhas
Claustrofobia: medo de lugares apertados
Acrofobia: medo de altura
Hemofobia: medo de sangue
Aerofobia: medo de voar
Entomofobia: medo de baratas
Tripofobia: medo de pequenos furos, círculos ou pequenas formas agrupadas
Como uma fobia se desenvolve?
Muitos especialistas acreditam que os fatores biológicos contribuem para o desenvolvimento de uma fobia, como o aumento do fluxo sanguíneo e maior metabolismo no lado direito do cérebro. Além disso, nós nascemos preparados biologicamente para ter medo de alguns animais ou situações.
Nós associamos perigo a situações que não podemos prever ou controlar, como um raio ou o ataque de algum animal. Com base nisso, é possível compreender como pacientes com síndrome do pânico desenvolvem medo de ter crises e por isso evitam certos lugares ou ocasiões.
Referências:Dr. Cyro Masci. https://cerebromente.org.br/n05/doencas/fobias.htm www.masci.com.br