Essencial para o funcionamento do organismo, a tireóide é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo humano. Localizada logo abaixo da laringe, ela produz os hormônios tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3), que controlam o metabolismo.
Quando essa glândula desafina, começam os problemas, pois sua função é crucial para regular o humor, o nível de energia e o peso de uma pessoa.
Hipertireoidismo
Caracterizado pelo excesso de produção de hormônios, o hipertireoidismo causa taquicardia, perda de apetite e peso, fraqueza, sonolência, nervosismo, ansiedade, inquietação, sede excessiva, irregularidades menstruais, queda de cabelo e dor nos ossos.
O tratamento é feito com o uso de medicamentos que controlam os níveis hormonais. O paciente pode receber medicamentos que bloqueiam a ação dos hormônios T4 e T3, proporcionando uma melhora significativa dos sintomas.
A retirada cirúrgica da tireóide também é uma das opções. Porém, após esse procedimento é necessário acompanhamento médico constante, caso contrário o quadro pode evoluir para o hipotireoidismo ou até mesmo para o câncer de tireóide.
Hipotireoidismo
Caracterizado pela falta de hormônios da tireóide, o hipotireoidismo é uma doença que atinge principalmente pessoas a partir de 50 anos, do sexo feminino, com obesidade ou que já realizaram cirurgia de retirada da tireóide. Quem sofre com esse distúrbio costuma ter fraqueza e cansaço, intolerância ao frio, intestino preso, depressão, unhas finas e quebradiças, palidez, enfraquecimento do cabelo e ganho de peso.
O tratamento do hipotireoidismo visa repor a deficiência de hormônios da tireóide por meio de medicamentos. O paciente deverá ser acompanhado por um médico por toda vida, mesmo se os sintomas desaparecerem, pois são frequentes as recaídas com a interrupção do remédio.