Na última terça-feira, 19 de julho, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina contra a Hepatite A no calendário de vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde). A dose será direcionada a crianças de 1 ano a 1 ano e 11 meses. O objetivo do Ministério da Saúde é imunizar 95% desse público no período de um ano, o que equivale a 3 milhões de crianças.
De acordo com o Ministério da Saúde, a dose já está disponível nas unidades básicas de saúde pública de 11 estados, sendo eles: Acre, Rondônia, Alagoas, Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do Distrito Federal.
No mês de agosto a imunização será implantada nos seguintes estados: Amazonas, Amapá, Tocantins, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Pará e Santa Catarina terão. Para setembro, ficarão os estado de Roraima, São Paulo e Paraná.
Para atingir o objetivo de vacinar 3 milhões de crianças em um ano, o Ministério da Saúde informou que já foram distribuídas 1,2 milhão de doses desde o início de julho. A distribuição para o ano de 2014 segue até setembro. O investimento, segundo a pasta, é de R$ 111 milhões.
Com a vacinação contra a hepatite A, o Ministério da Saúde passa a oferecer, gratuitamente, 14 vacinas de rotina no calendário de vacinação do SUS. Ainda segundo o ministério, com a nova vacina, o Brasil passa a ofertar todas as doses recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A hepatite A é uma doença infecciosa aguda que atinge o fígado. De acordo com a OMS, a cada ano, ocorrem cerca de 1,4 milhão de casos no mundo. Nos países com precárias condições sanitárias e socioeconômicas, a Hepatite A apresenta alta incidência.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a doença é considerada comum no Brasil, que é considerado uma área de risco para a hepatite A. Foram 3,2 casos para cada 100 mil habitantes em 2013. De 1999 a 2012, foram 761 mortes.
No período de 1999 a 2013 foram registrados 151.436 casos de Hepatite A no Brasil. A maioria dos casos se concentra nas regiões Norte e Nordeste do país, que juntas representam 55,8% das confirmações do vírus. De 2% a 7% dos casos apresentam a forma grave da doença, que leva à hospitalização e à morte.
A principal forma de contágio da doença é a fecal-oral, por contato entre as pessoas infectadas ou por meio de água e alimentos contaminados.