Desde a última segunda-feira, 2 de novembro, as gestantes passaram a ter o direito de receber mais uma vacina na rede pública de saúde, a dTpa, contra difteria, tétano e coqueluche .
As grávidas devem tomar a vacina entre a 27ª e 36ª semana de gestação. A dTpa produz anticorpos que são passados para o feto pela placenta da mãe, reduzindo assim, a incidência das doenças em recém-nascidos. Porém, mesmo que a mãe tenha tomado a vacina, as doses devem ser reforçadas no 2º, 4º e 6º mês da criança, para os anticorpos se consolidarem.
É importante falar que a coqueluche é uma doença grave nos primeiros meses de vida. As consequências dessa doença podem levar à morte ou deixar sequelas, como problemas cardíacos no bebê.
Caso a gestante já tenha tomado a dTpa, ela só precisa tomar o reforço. Se nunca tiver tomado a vacina, a grávida deve tomar duas doses de dT e uma de dTpa, com intervalo de 30 dias entre cada vacina, sendo a última de dTpa.
Não existe contra contra-indicação da vacina, e é muito raro a dose causar alguma reação, sendo comum apenas a dor temporária no local.
Fique por dentro!
A difteria é uma doença infecciosa respiratória aguda grave podendo incidir em qualquer faixa etária. É causada pela toxina da bactéria Corynebacterium diphtherie e transmitida pelo contato direto com pessoas doentes ou portadores por intermédio da aspiração de secreções ou objetos contaminados por estas secreções.
O tétano é uma doença infecciosa aguda não contagiosa causada pela fixação no sistema nervoso de exotoxinas segregadas pelas formas vegetativas pelo Clostridium tetani, distribuindo-se difusamente na terra, água, poeira, bem como na superfície de animais, vegetais e objetos inanimados. Sua ocorrência está relacionada às atividades profissionais que apresentem risco de ferimento, sendo o sexo masculino o mais acometido pela doença. A letalidade ainda é considerada alta no Brasil (34% em 2010).
A coqueluche é uma doença infecciosa aguda de alta transmissibilidade, e uma importante causa de morbimortalidade infantil. Esta doença é causada pelas bactérias Bordetellapertussis e B. parapertussis. O homem é o único reservatório natural e ainda não foi demonstrada a existência de portadores crônicos. Esta doença apresenta grande número de complicações secundárias cujas mais comuns são as respiratórias.