A prática de exercícios físicos para pessoas com arritmia cardíaca depende de uma avaliação médica detalhada. Arritmias são alterações nos batimentos do coração, que podem ser mais rápidos (taquicardia) ou mais lentos (bradicardia). No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas convivem com arritmia, uma condição que pode ser responsável por até 300 mil mortes súbitas ao ano, segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).
Embora a arritmia muitas vezes passe despercebida, é importante considerar seus sintomas, como palpitações e falta de ar, que podem ser confundidos com um infarto. A recomendação para iniciar ou continuar a prática de exercícios varia conforme o tipo de arritmia, e é fundamental entender que o sedentarismo, por si só, pode aumentar os riscos dessa condição.
Algumas arritmias benignas podem até ser reduzidas durante o exercício, mas outras, associadas a condições cardíacas mais graves, exigem cuidados maiores. Por isso, antes de começar qualquer atividade física, a avaliação médica e testes como o eletrocardiograma e o teste ergométrico são fundamentais.
Mesmo para quem já pratica exercícios, é possível que o aumento da intensidade desencadeie problemas, especialmente em pessoas que não têm diagnóstico ou controle da arritmia. Assim, seguir as orientações médicas e manter um acompanhamento contínuo é essencial para garantir a segurança na prática esportiva.
Não há um exercício físico específico que seja proibido para todas as pessoas com arritmia. Cada caso é avaliado individualmente, e, em algumas situações, pode ser necessário utilizar medicamentos ou ajustar a intensidade dos exercícios com base na frequência cardíaca ideal para o paciente, encontrada por meio de testes especializados.
Além dos tratamentos médicos, é importante adotar hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada, controle da pressão arterial e evitar o consumo excessivo de álcool e energéticos. Esses cuidados, aliados à prática moderada de exercícios, ajudam no controle e prevenção da arritmia.