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Com a chegada das estações mais frias, aumenta a incidência de doenças respiratórias, especialmente em crianças pequenas. Entre essas, a bronquiolite se destaca por sua gravidade e por ser uma das principais causas de internação em bebês com menos de dois anos de idade. Causada, na maioria das vezes, pelo vírus sincicial respiratório (VSR), a bronquiolite inflama os bronquíolos — pequenas ramificações dos brônquios nos pulmões — dificultando a respiração.

Os sintomas da bronquiolite geralmente começam como um resfriado comum, com coriza, tosse e febre leve. Em poucos dias, porém, pode evoluir para uma dificuldade respiratória importante, chiado no peito e falta de ar. É fundamental que pais e responsáveis estejam atentos a sinais como respiração acelerada, esforço para respirar, batimento de asas nasais e cansaço extremo, que indicam a necessidade de atendimento médico imediato.

Embora a maioria dos casos possa ser tratada em casa com acompanhamento, alguns exigem internação hospitalar, especialmente quando há desidratação, baixa oxigenação ou dificuldade para alimentar-se. Bebês prematuros, com doenças cardíacas congênitas ou pulmonares crônicas estão entre os mais vulneráveis às complicações da bronquiolite.

A boa notícia é que medidas de prevenção podem reduzir consideravelmente os casos graves. A higienização das mãos, o uso de máscaras por pessoas resfriadas ao contato com bebês e evitar ambientes fechados ou aglomerados são atitudes simples e eficazes. Além disso, a amamentação exclusiva até os seis meses fortalece o sistema imunológico do bebê.

A vacinação tem sido uma das maiores aliadas no combate à bronquiolite causada pelo VSR. Em 2024, o Brasil iniciou a oferta de um imunizante para bebês pertencentes ao grupo de risco, como prematuros e crianças com doenças crônicas. Essa vacinação ajuda a prevenir formas graves da infecção e tem potencial para reduzir significativamente as hospitalizações.

Por isso, é essencial que os pais estejam atentos ao calendário de vacinação e às campanhas divulgadas pelas secretarias de saúde. Em caso de dúvidas, a orientação é sempre procurar o pediatra ou o posto de saúde mais próximo. Proteger os pequenos começa com informação e prevenção.