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A coqueluche, também chamada de “tosse comprida”, é uma infecção respiratória aguda causada pela bactéria Bordetella pertussis. Altamente contagiosa, espalha-se por gotículas ao tossir, espirrar ou falar. Embora conhecida pelo guincho após a tosse, em adultos muitas vezes se apresenta como simples tosse persistente, o que atrasa o diagnóstico.

A doença evolui em três fases:

Catarral: falsa sensação de resfriado , coriza, febre baixa e tosse seca.

Paroxística: crises intensas de tosse, com possíveis vômitos, lacrimejamento, protrusão da língua e cianose.

Convalescença: melhora gradual, mas a tosse pode persistir por semanas ou meses.

O diagnóstico é feito com base em exame de cultura ou PCR, especialmente eficazes na fase inicial O tratamento precoce com antibióticos, que reduz a gravidade e limitam a transmissão . Em casos graves, principalmente em bebês, pode ser necessária hospitalização para suporte respiratório e hidratação.

A vacinação é a principal forma de prevenção. No Brasil, o esquema prevê a pentavalente aos 2, 4 e 6 meses e reforços com DTP aos 15 meses e 4 anos  . Gestantes devem receber a dTpa a partir da 20ª semana em cada gestação, conferindo proteção passiva ao bebê nos primeiros meses de vida. Apesar de altamente eficazes, as vacinas requerem reforços periódicos para manter imunidade.

Em 2024, foram confirmados 7.440 casos , o maior número em uma década no país.

Entre janeiro de 2024 e 10 de janeiro de 2025, foram também registrados 6.504 casos e 29 mortes. Estima-se que fatores como ciclo natural da doença, queda na cobertura vacinal e retomada das atividades sociais pós‑pandemia explicam esse aumento.

Minas Gerais lidera atualmente o número de casos: até maio de 2025, já acumulava 417 diagnósticos, superando todo o ano de 2024 (849 casos). Outros estados com maior número de notificações incluem São Paulo (321), Rio Grande do Sul (249) e Paraná (247)  . A maioria dos casos atinge crianças menores de um ano, o grupo mais vulnerável.

A coqueluche é uma doença grave, especialmente para bebês, e tem apresentado aumento expressivo no Brasil em 2024 e 2025. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e, sobretudo, a vacinação completa e atualizada são fundamentais para conter a propagação.