Compartilhar

Setembro é o mês nacional de conscientização sobre a doação de órgãos, tema que desperta debates, gera dúvidas e, principalmente, salva milhares de vidas todos os anos. Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios para reduzir a longa fila de pacientes que aguardam um transplante.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024 o Brasil registrou um recorde no número de transplantes realizados. Mesmo assim, cerca de 78 mil pessoas permanecem na fila de espera por um órgão. Cada uma dessas pessoas representa uma vida em suspenso, à espera de uma decisão solidária que pode significar a chance de viver com saúde novamente.

Qualquer pessoa pode se tornar doadora de órgãos e tecidos. Idade avançada ou histórico de doenças não são impedimentos automáticos, já que a avaliação é feita individualmente por equipes médicas especializadas.

O que pode ser doado?
Em vida: rim, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea.
Após a morte: coração, pulmões, fígado, pâncreas, rins, além de tecidos como córneas, ossos, pele e válvulas cardíacas.

Uma única pessoa pode salvar até 8 vidas com a doação de órgãos e beneficiar ainda mais pacientes com a doação de tecidos.

Ao contrário do que muitos acreditam, não existe registro em cartório ou documento oficial válido para autorizar a doação. O passo mais importante é conversar com a família e deixar clara a sua vontade. Isso porque a doação só acontece com o consentimento dos familiares.

A doação de órgãos é mais do que um procedimento médico: é um ato de amor e solidariedade. A decisão de doar representa a chance de recomeço para milhares de pessoas e suas famílias.

Setembro nos lembra da importância desse tema, mas a conscientização deve estar presente o ano todo. Falar sobre doação, esclarecer dúvidas e reforçar esse desejo com os familiares são passos fundamentais para salvar vidas.