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Hoje a Congregação das Filhas São Camilo, mantenedora do Hospital Dr. Cândido Junqueira, comemora 75 anos de presença no Brasil. Leia o texto e conheça um pouco da história.

Tudo começou quando os religiosos da Ordem Ministro dos Enfermos sentiram a necessidade de trazer ao Brasil uma Congregação feminina Camiliana para auxilio no apostolado junto aos enfermos. Padre Domingos Gava foi o responsável por dar os primeiros passos nesse processo. A principio escreveu a Madre Geral da Congregação Filhas de São Camilo, em Roma, Ir. Joana Pedon para solicitar a vinda de algumas religiosas para o início da fundação, o pedido foi negado pela falta de religiosas.

Então ele se dirigiu às Ministras dos Enfermos, residentes na cidade de Lucca, na Itália. O pedido de enviar irmãs para o Brasil foi aceito pela Madre Geral, que colocou a disposição duas religiosas, porém, nessa época acontecia a 2ª Guerra Mundial, que interrompeu as relações diplomáticas entre Brasil e Itália, e por esse motivo as irmãs não puderam vir.

Na tentativa de resolver esse problema, Padre Domingos enviou novamente uma carta para a Madre Geral das Filhas de São Camilo, onde pediu a permissão para enviar jovens brasileiras que desejassem seguir a vida religiosa para a casa da Congregação na Argentina, onde fariam o noviciado.

Dessa vez a resposta da Madre foi positiva, então foi possível iniciar a fundação brasileira da Congregação Filhas de São Camilo.

Foram realizadas várias reuniões com algumas jovens. Em uma delas Padre Domingos Gava apresentou um programa para preparar as candidatas. Os trabalhos de formação eram realizados aos domingos. Os encontros eram feitos na casa de uma das jovens, localizada na Avenida Pompéia, nº 629, fundos. Ao final de cada reunião, todas as meninas juntamente com o sacerdote, saiam rumo a Igreja para a Hora Santa junto com a Pia da União. Assim era finalizado o retiro.

As primeiras religiosas brasileiras

Em 1943, o primeiro grupo de jovens já estava preparado com cinco candidatas, sendo elas: Ana Afonso, Aurélia Combinato, Adélia Covre, Mafalda Croce e Áída Uiiana.

Em 1 de setembro de 1943, as candidatas juntamente com o Padre Domingos Gava, seguiram para a capital da Argentina. A viagem de trem durou 11 dias.

No dia 29 de setembro de 1944, as jovens começaram o noviciado e receberam o hábito das mãos do Padre Domingos.

De acordo com o ritual religioso da época receberam o nome de Irmã Maria Camila (Ana Afonso), Irmã Maria Aparecida (Aurélia Combinato), Irmã Maria Josefina (Mafalda Croce), Irmã Maria Luísa (Adélia Covre) e Irmãs Maria Cecília (Áida Uliana).

Em 29 de setembro de 1945 finalizaram o noviciado, fizeram a profissão religiosa temporária, por um ano, emitindo os votos de pobreza, caridade, obediência e de servir aos doentes mesmo com risco de morte.

No dia 25 de junho de 1946, voltaram para São Paulo, acompanhadas pela Irmã Maria Samuela Di Peppe, italiana que estava na Argentina e que veio como superiora da recente fundação. A principio, as religiosas prestaram serviço no Hospital Maternidade Santa Maria da Cruz Azul.

A Província Brasileira na atualidade

Hoje, com 75 anos de fundação, a Província Brasileira conta com o trabalho de 85 religiosas e possui nove jovens em formação, quatro noviças, quatro postulantes e 1 aspirante. No Brasil as Filhas de São Camilo atuam em hospitais, instituições de longa permanência e uma escola com ensino infantil, médio e curso técnico de enfermagem.