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Quando falamos sobre queimaduras, rapidamente nos vem à mente um acidente relacionado ao fogo, superfícies ou líquidos quentes, não é mesmo? É comum haver o relato de tal experiência dolorosa e, muitas vezes, por mais de uma vez na vida nos mais variados acidentes. Por isso, preparamos esse texto para que você fique atualizado sobre esse tema tão importante!

Além da cor, textura e marcas que contribuem para a identificação de cada pessoa, a pele também funciona como uma barreira que reveste todo o nosso corpo, protegendo contra substâncias perigosas ao corpo e também fornece proteção contra efeitos nocivos da radiação ultravioleta emitida pelo sol. O cuidado com a pele promove benefícios que vão muito além do aspecto estético, cuidar da pele é, também, garantir a manutenção dessa proteção tão fundamental à saúde.

Ao romper a barreira cutânea (da pele), além de promover a dor e a alteração estética características da lesão, as queimaduras também podem trazer diversas consequências. O dano à pele, além de expor o nosso organismo às infecções (locais e sistêmicas), também pode levar a uma série de complicações a depender do tipo, grau e local acometido. Para se ter uma ideia, considera-se que um paciente vítima de queimadura pode vir a experimentar uma condição semelhante a uma imunossupressão e a uma condição de aceleração do metabolismo, na tentativa de controlar os danos, muitas vezes irreparáveis.

Por isso, a prevenção das ocorrências de acidentes sempre será o melhor caminho a ser tomado. O cuidado ao manipular o fogo, superfícies ou líquidos quentes, fontes de eletricidade e substâncias químicas, tanto por parte das crianças como também dos adultos é tarefa fundamental para se evitar tais acidentes com queimadura.

A queimadura é definida como uma lesão dos tecidos orgânicos decorrente de um trauma térmico, elétrico, químico ou radioativo. Abaixo, uma descrição das principais:

Queimaduras térmicas: são provocadas por fontes de calor como fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes e excesso de exposição ao sol. Classicamente, são as queimaduras mais frequentes.

Queimaduras elétricas: são provocadas por descargas elétricas e classicamente acometem tecidos mais profundos, quando comparados às queimaduras térmicas.

As lesões das queimaduras elétricas podem enganar em uma avaliação rápida e/ou não especializada. Nesses casos, a pele pode indicar apenas uma pequena parte do real problema.

Queimaduras elétricas de baixa voltagem, como aquelas presentes em aparelhos domésticos (110V e 220V), costumam causar lesões mais superficiais. Já as queimaduras de alta voltagem (maior que 1.000 volts), estão associadas a uma destruição “invisível”, pois tendem a comprometer os tecidos mais profundos.

Queimaduras químicas: a gravidade da queimadura química depende do tipo (ex.: ácido, alcalino) e concentração de cada substância, bem como o tempo de contato com a pele. Ao contrário das queimaduras térmicas, apresenta dano progressivo e contínuo à pele e tecidos abaixo dela. Boa parte dos acidentes estão relacionados aos acidentes industriais, mas ocasionalmente também relacionam-se a acidentes domésticos.

As queimaduras de primeiro grau são aquelas que atingem somente a camada mais superficial da pele (epiderme). O exemplo clássico é a queimadura após uma exposição ao sol em excesso, no qual a pele apresenta uma vermelhidão, leve inchaço e com uma dor local suportável. Nas lesões de primeiro grau não se observam bolhas.

As queimaduras de segundo grau atravessam a camada superficial da pele, comprometendo o tecido abaixo da camada superficial (a derme) e apresentam como lesão clássica a formação das bolhas na pele, acompanhada de dor moderada a intensa. Quando superficial, além das bolhas, observa-se um aspecto rosado e úmido da pele. No caso de queimadura de segundo grau profunda, nota-se uma coloração rósea pálido e com aspecto mais seco da pele.

Já nas queimaduras de terceiro grau ocorre um comprometimento total da pele (epiderme e derme) e a pele adquire uma coloração branca e de consistência endurecida. O destaque aqui é a ausência de dor, visto que as terminações nervosas do local também foram danificadas. A dor relatada nesse caso ocorre pela referência à região ao lado da lesão, geralmente apresentando queimaduras extensas de primeiro e/ou segundo graus.

Algumas classificações incluem a queimadura de quarto grau, no qual a lesão se estende além da pele, alcançando os músculos e até mesmo os ossos. Geralmente, estão mais relacionadas às queimaduras elétricas de alta voltagem.

PRIMEIROS SOCORROS

Antes de fornecer os primeiros socorros à vítima de queimadura você deve identificar o tipo de acidente ocorrido e somente em seguida fornecer a ajuda necessária. Abaixo, observe os cuidados iniciais para cada uma delas:

QUEIMADURAS TÉRMICAS

Interrompa o processo de queimadura com água corrente ou uma coberta;

Coloque a região danificada em água corrente, em jato suave por 10 (dez) minutos;

Não toque a queimadura com as mãos;

Não fure as bolhas (se houver);

Não retire o tecido danificado de cima da pele;

Não retire corpos estranhos do local queimado;

Não coloque gelo sobre a ferida;

Não coloque nenhum produto sobre a ferida (ex.: creme dental, manteiga, pó de café, etc);

Procure atendimento médico para melhor detalhamento da conduta.

QUEIMADURAS ELÉTRICAS

Em casos leves, nota-se apenas uma contração muscular intensa e frequentemente podem causar uma queimadura de pele local. Contudo, as queimaduras elétricas costumam enganar o seu real dano, por causarem lesões internas e, portanto, exigem uma avaliação médica para quantificar o verdadeiro dano. Muitas vezes, a queimadura pode resultar em uma parada cardiorrespiratória e/ou comprometimento de outros órgãos. Sendo assim, as instruções são:

Afaste a vítima da causa, em segurança (cuidado para não mais uma vítima);

Desligar a fonte de eletricidade;

Na suspeita ou confirmação de exposição a alta voltagem, chame ajuda imediatamente;

QUEIMADURAS QUÍMICAS

Remova toda vestimenta que contenha o material suspeito;

Enxágue abundantemente o local acometido apenas com água corrente ou soro fisiológico;

Não utilize outro produto para a limpeza do local. Algumas delas podem intensificar o dano. Procure atendimento médico para melhor detalhamento da conduta. Se possível, leve o produto ou a imagem do produto causador para agilizar a conduta médica.

Com informações: Ministério da Saúde